O Peso Invisível: Entendendo o Cansaço Existencial
- Karol Idalmo

- 27 de jan.
- 2 min de leitura

Você já sentiu que, mesmo após uma noite inteira de sono, o cansaço permanece? Não é uma fadiga nos músculos, mas algo que parece pesar no espírito. Na psicologia, esse fenômeno é frequentemente chamado de cansaço existencial ou fadiga da alma.
Diferente do estresse cotidiano, quem está "cansado de existir" não quer necessariamente que a vida acabe, mas deseja desesperadamente que a dor e a pressão parem.
1. A Diferença entre Depressão e Exaustão Existencial
Embora caminhem juntas, a exaustão existencial nem sempre é uma depressão clínica clássica. Ela pode surgir de um vazio de sentido. O psicólogo Viktor Frankl já dizia que a falta de propósito gera um vácuo onde a apatia se instala. Quando a rotina se torna apenas uma sucessão de obrigações sem conexão com nossos valores, o "existir" se torna um fardo.
2. O Impacto da Sociedade do Desempenho
Vivemos sob a ditadura da felicidade e da produtividade. Precisamos ser bons profissionais, pais presentes e ter corpos perfeitos. Esse estado de alerta constante esgota nossos recursos cognitivos. O cérebro entra em um estado de burnout emocional, onde a única saída parece ser o desligamento total.
3. Sinais de Alerta
Sentimento de que nada mais traz prazer (anedonia).
Isolamento social por falta de energia para interagir.
Pensamentos recorrentes de "eu só queria desaparecer".
Sensação de que o futuro é apenas uma repetição do presente doloroso.
Como reencontrar o fôlego?
A recuperação não vem de férias ou descanso físico, mas de reconexão. A psicoterapia é o caminho essencial para nomear essa dor e reconstruir o sentido da vida. Se você se sente assim, saiba que essa exaustão é um sinal do seu corpo pedindo por uma mudança profunda, não pelo fim da sua jornada.
Se precisar de ajuda, marque sua sessão.



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